Terça-feira, 28 de Julho de 2009

Malcolm Lowry nasceu há cem anos


[http://malcolmlowry.blogspot.com/]

[http://home.istar.ca/~stewart/volcano.htm]



[http://www.assirio.com/autor.php?id=1389&i=M]
[http://www.vinegarworksbooks.com/?page=shop/browse&offset=0&fsb=&category_id=13&featured=&keyword=&searchby=&CLSN_1935=12487432271935ba41fa6b97dbc3da0c]

[http://www.fantasticfiction.co.uk/l/malcolm-lowry/]

Londres
Jonathan Cape
1933


tradução de Fernanda Pinto Rodrigues
capa de A. Pedro
Lisboa
Livros do Brasil
Colecção Dois Mundos
1986


Nova Iorque
Reynal & Hitchcock

1947

tradução de Virgínia Motta
capa de Infante do Carmo

Lisboa
Livros do Brasil
Colecção Dois Mundos
1965
1986 (2.ª edição)

tradução (revista) de Virgínia Motta
Lisboa
Relógio d’Água

2007


tradução de
Ângela Loureiro de Souza
e
Maurício Gomes Leite
Rio de Janeiro
Artenova
1975

tradução de Leonardo Fróes
São Paulo
Siciliano

1992

tradução de Leonardo Fróes
L&PM Editores
Porto Alegre (Rio Grande do Sul)
2007

[http://www.lpm-editores.com.br/v3/livros/layout_produto.asp?ID=910605]

[http://www.lpm-editores.com.br/v3/livros/Imagens/a_sombra_do_vulcao_int.pdf]


[http://www.criterion.com/films/837]1984
[http://www.imdb.com/title/tt0088322/fullcredits#cast]


tradução de Pedro José Leal
capa de Rui André Delídia
Lisboa
Hiena Editora
Colecção Memória do Abismo
28
1991

Londres
Jonathan Cape
1962


tradução de Ana Hatherly
capa de Henrique Ruivo
Lisboa
Iniciativas Editoriais
colecção real - imaginário
1976


tradução de Ana Hatherly
Lisboa
Relógio d’Água

1991


Londres
Jonathan Cape
1968


tradução de Aníbal Fernandes
Lisboa
Assírio & Alvim
Colecção Gato Maltês
/ 11
1985

[http://www.assirio.com/livro.php?codigo=100011]

Londres
Jonathan Cape
1969


Escuro como o túmulo
onde jaz o meu amigo

tradução de Carmen González
Mem Martins

Publicações Europa-América

1973


Nova Iorque
World Publishing
1970

tradução de Maria José Figueiredo
Lisboa
Editorial Estampa
1992

[http://www.estampa.pt/index.php?t=detalhe&id=1164]

Nova Iorque
New American Library
1975
[http://www.jstor.org/pss/1207888]

tradução de Aníbal Fernandes
capa de Augusto T. Dias
Lisboa
Hiena Editora
Colecção Cão Vagabundo
20
1988

San Francisco
City Lights Books
1962

Vancouver
University of British Columbia Press
1992
[http://www.ubcpress.ubc.ca/search/title_book.asp?BookID=1516]

selecção e tradução de José Agostinho Baptista
Lisboa
Assírio & Alvim
Colecção Documenta Poetica
/ 100
2008
[http://www.assirio.com/livro.php?codigo=070100]

Filadélfia/Nova Iorque
J.B. Lippincott Company
1965

Vancouver
University of British Columbia Press
1988
[http://www.ubcpress.ca/search/title_book.asp?BookID=1542]

Toronto
ECW Press

1992

[http://www.ecwpress.com/books/letters_conrad_aiken_and_malcolm_lowry_1929_1954]
Toronto
University of Toronto Press

1995-1997


Nova Iorque
The New York Review of Books
2007
[http://www.nybooks.com/shop/product?product_id=7051]

[http://www.findagrave.com/cgi-bin/fg.cgi?page=gr&GRid=9583818]

EPITAPH

Malcolm Lowry
Late of the Bowery
His prose was flowery
And often glowery
He lived, nightly, and drank, daily,
And died playing the ukelele

EPITÁFIO

Malcolm Lowry
Último da Bowery*
Tinha uma prosa florida
E muitas vezes gloriosa
Vivia noite após noite e bebia dia após dia
E morreu tocando ukelele

*Rua de Nova Iorque


(Tradução de José Agostinho Baptista)

Debaixo do vulcão

alguém atirou um cão
morto às profundidades
Malcolm Lowry

I

Malcolm
Lowry: vivo
mal como Lowry,
bebo
bem como Mal-
colm, como
mal como
Malcolm
come:
álcool
Malcolm, al
coolm,
ó
alcolmalcolm,

II

ó frígida
tequilla
no sopé do vulcão
por onde
o vulnerável cão
do espírito
ladra
e lavra
a essência
recôndita
do álcool:
conte-a
a bebedíssima
exigência


III

do meu
último copo,
sempre o último,
cante-a
o ex-extinto
vulcão
e por instinto
o vulnerável
cão,
ou plante-a
o próprio Lowry,
frágil,
entre lava
e neve:

IV

tépido mescal
para inventar
a mescaligrafia
gémea do som
ou da sombria
pauta musical
onde as notas florescem
em breves,
compactas corolas,
e hastes
que sobem, descem
esguiamente
os degraus
dum jardim,

V

enquanto
os índios passam
depressa
mas de pedra,
ficam
antepondo-se
ao norte
que fabrica
os países
com vidro,
com vinho, com visões
de videiras vitais
debaixo
do vulcão,

VI

ó tépida tequilla,
existe ainda
o amor
e o vulnerável cão
do espírito
que lavra
cada palavra
oculta
por pudor
e a ladra
inutilmente
dentro
da garganta
vazia,

VII

frígido mescal
como um galope
na floresta
de vinho e vidro,
filtro
litro a litro,
animal,
animais,
e mais e só
o dorido espírito
do álcool,
Malcolm,
entre neve
e lava:

VIII

os índios passam,
bebo, ficam
na sombria
pauta musical,
e o vulnerável cão
do amor
sossega pelo menos
um instante,
enquanto
os índios
sobem, descem
esguiamente
os degraus
das pirâmides.

Carlos de Oliveira
Micropaisagem
Lisboa
Publicações Dom Quixote

1968
[http://www.assirio.com/autor.php?i=C&id=2291]











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